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id da página: 6416 Charbonneau-Lassay – Íbis Charbonneau Lassay

Charbonneau-Lassay Ibis

A ibis

  • A ibis do Oriente-próximo
  • A ibis nas concepções religiosas dos antigos egípcios
  • A ibis, destruidora das serpentes
  • A ibis purificadora
  • A ibis, emblema de ressurreição e condutora das almas
  • A ibis, na simbólica cristã
  • A ibis na simbólica do mal

Sumário analítico

  • A ave íbis do Antigo Egito e suas características físicas

    • Descrição morfológica do íbis sagrado dos egípcios (Geronticus Aethiopicus) em comparação com outras aves.
    • Coloração da plumagem branca com detalhes negros na cabeça, pescoço e cauda.
    • A importância das duas cores e de atitudes familiares do íbis para a simbólica antiga.
  • A posição do íbis no simbolismo religioso do Oriente Próximo

    • O íbis como um dos mais nobres emblemas religiosos na Antiguidade do Oriente Próximo.
    • Contraste com a participação mínima e desvantajosa no simbolismo medieval ocidental.
  • A promoção do íbis pelo sacerdócio egípcio e sua associação com o Verbo divino

    • O papel do sacerdócio egípcio na promoção do íbis à condição de emblema glorioso.
    • A teologia do deus único Amon-Rá-Ptá e a criação por meio do Verbo.
    • A distinção entre o Coração divino (Hórus) e a Língua divina (Thot) como aspectos do Verbo criador.
    • O falcão como hieróglifo representativo de Hórus-Coração e o íbis como hieróglifo de Thot-Palavra.
    • A insuficiência da explicação tardia de Eliano, que comparava as penas negras ao discurso interior e as brancas ao discurso pronunciado.
  • O íbis como destruidor de serpentes e sua proteção à agricultura

    • O relato de Pompônio Mela sobre os íbis que interceptam e matam serpentes venenosas que invadem o Egito.
    • A confirmação deste comportamento por autores antigos como Heródoto, Diodoro Sículo, Eliano, Marcelino e Plínio.
    • A invocação religiosa dos íbis pelos egípcios durante a estação de cheias do Nilo, conforme Plínio.
    • A persistência desta crença entre os fellahs, que consideram o íbis branco um pássaro abençoado e protetor da agricultura.
    • O relato de Flávio Josefo sobre Moisés utilizando íbis na guerra contra a Etiópia para combater serpentes.
    • A glorificação artística deste papel, exemplificada por uma escultura no Vaticano que mostra o íbis com uma serpente morta no bico.
    • A inimizade do íbis com outros répteis, como os lagartos, e a crença, relatada por Horapolo, de que uma pena de íbis poderia imobilizar um crocodilo.
  • O íbis como agente purificador e seus hábitos alimentares

    • A alimentação do íbis com serpentes, outros répteis, animais mortos, peixes em putrefação e detritos de origem animal.
    • A percepção egípcia do íbis como um "purificador do mundo", análoga à do escaravelho sagrado.
    • O hábito do íbis de beber apenas água muito pura, conforme atestado por Plutarco.
    • A utilização dessa mesma água pelos sacerdotes egípcios mais escrupulosos para suas purificações rituais.
  • O íbis como emblema de ressurreição e condutor de almas

    • A consagração do íbis à Lua na religião egípcia e a possível correlação entre o período de incubação e o ciclo lunar.
    • A associação fundamental entre o íbis e a Lua por meio de Thot, o deus que regia este astro, frequentemente representado com seus símbolos.
    • A relação do íbis sagrado com Osíris e sua função como emblema da ideia de ressurreição, simbolizada também pelo ciclo lunar.
    • O papel do íbis como psicopompo, transportando os deuses que visitaram a terra e as almas dos Justos para o céu.
    • A comparação com o deus grego Hermes, que partilhava esta função de condutor de almas e foi assimilado a Thot no período helenístico, embora Cícero precise que Hermes Trismegisto não se chamava Thot.
  • As honras fúnebres e a mumificação do íbis no Egito Antigo

    • A mumificação dos íbis após a morte, prática também aplicada aos falcões de Hórus.
    • Os locais de enterro específicos, como Hermópolis, Abidos, Mênfis e os "Poços dos Pássaros" em Saqqara.
    • O vínculo simbólico entre o íbis emblemático e o vaso hieroglífico, que representava o coração.
  • O íbis como emblema do coração e sua relação com o conhecimento

    • A representação hieroglífica do coração (do deus único e do homem) por um vaso.
    • A interpretação de Eliano de que o íbis, ao recolher a cabeça e o pescoço sob as asas, assume a forma de um coração.
    • A representação artística desta atitude simbólica, exemplificada por um biju do século XIII.
    • O relato de Plutarco sobre o peso do filhote de íbis ao eclodir ser igual ao do coração de um recém-nascido.
    • A descoberta de múmias de íbis envoltas em formas de pequenos corpos humanos em Hermópolis.
    • A crença egípcia de que o coração era a fonte do pensamento e da inteligência, e de que Thot-íbis simbolizava tanto o verbo humano quanto o Verbo divino.
  • Thot-íbis e Hermes Trismegisto como divindades do conhecimento e da sabedoria

    • A assimilação entre Thot e Hermes na Hermópolis helenística, honrados como senhores da ciência e do pensamento divino.
    • A atribuição a Hermes (e, por extensão, a Thot) da invenção da escrita e de várias ciências, conforme o testemunho de Platão.
    • A afirmação de Plutarco de que a primeira letra do alfabeto egípcio era figurada por um íbis.
    • O relato de Clemente de Alexandria sobre os quarenta e dois livros das ciências sagradas compostos por Thot.
  • O íbis como símbolo de autoconhecimento e da medicina

    • A capacidade do íbis, devido à flexibilidade do pescoço, de observar todas as partes do próprio corpo, simbolizando o autoconhecimento.
    • A associação desta característica com a descoberta de um remédio de ordem íntima, aproximando ainda mais o íbis de Thot de Hermes, detentor de segredos medicinais.
    • A interpretação moderna de Thot como o "Mensageiro do céu" que conecta o passado, o presente e o futuro.
    • A consagração dos cinocéfalos, evocadores da ciência e da sabedoria divina, ao deus Thot de cabeça de íbis.
  • A recepção do íbis na simbólica cristã primitiva

    • O interesse da escola cristã de Alexandria (Didascaleia) pela identificação egípcia de Thot com o Logos/Verbo divino.
    • A apropriação dos aspectos simbólicos do íbis que o aproximavam de Cristo: emblema de ressurreição, vencedor da serpente, purificador do mundo, condutor de almas, personificação da sabedoria e da ciência médica.
    • A aceitação do símbolo para representar a Sabedoria divina na simbólica de Cristo e do Espírito Santo.
    • As representações artísticas ocidentais do íbis no cristianismo primitivo, como em uma amuleta gnóstica, um marfim da Lombardia e uma lâmpada do século IV encontrada em Poitiers.
    • A substituição do íbis pela Fênix em algumas obras de arte, ambas como símbolos de ressurreição.
    • A possível representação do íbis (e não da Fênix) na grande mosaico da basílica dos Santos Cosme e Damião em Roma, onde uma ave branca voa em direção a Cristo coroado com um monograma.
  • A degradação do íbis na simbólica medieval ocidental

    • A negligência dos Bestiários medievais em relação ao passado simbólico positivo do íbis.
    • A classificação do íbis como ave impura no Deuteronômio, proibida para consumo pelos hebreus.
    • A interpretação moralizante baseada em seus hábitos alimentares, comparando-o ao cristão que se alimenta de gula e impurezas para saciar seus apetites vis.

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